PALAVRA
DE CABELEIREIRO
Entre
os salões de beleza, não há um consenso a respeito de qual processo é o mais
indicado quando o desejo de nossa cliente é o alisamento perfeito, mas para
poder escolher entre um processo ou outro, é prudente que você conheça as
diferenças entre elas.
Chamamos
de “Escova” todo processo de tratamento ou alisamento onde aplicamos uma
modelagem da forma e dos fios com o auxílio da tal ferramenta: A escova. Assim
temos as mais variadas formas de alisamentos conhecidas como, por exemplo, a escova
progressiva, escova de chocolate, escova marroquina, escova definitiva, escova
termoativada, escova de açúcar e todas mais que a enorme imaginação das
industrias e dos cabeleireiros conceberem.
Chamamos
de escovas progressivas, todos os tratamentos térmicos de alisamento onde um
endurecedor de proteína seja aplicado. Você já ouviu falar a respeito do formol
e do glutaraldeído. Atualmente eles ainda são utilizados, mas em concentrações
muito menores e com a aprovação da ANVISA, mas outros ativos com a mesma função
ou função parecida foram criados como o ácido acético e a carbocisteína.
Em
contrapartida, as escovas definitivas como o próprio nome sugere, é um processo
químico definitivo, ou seja, uma vez aplicado, o efeito permanece até que os
fios sejam cortados. São processos a base de Hidróxido de amônia, guanidina ou
hidróxidos de Sódio. Dependem de testes preliminares para a correta avaliação
de resistência dos fios e possíveis reações alérgicas por parte da cliente. As
escovas definitivas também não dispensam a manutenção com bons produtos de
tratamentos.
São
processos que devem ser aplicados apenas em clientes com fios de cabelos que
sejam lisos na raiz e com volume no comprimento e pontas, isso vale porque um
processo destes não pode e não deve ser repetido num intervalo de tempo
inferior a seis meses, pois eles correm o risco de quebrarem.
Matéria publicada no Jornal de Itupeva na edição de 01 de Outubro de 2011 na seção Palavra de Cabeleireiro.
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