17 Outubro 2011

A diferença entre Escovas Progressivas e Escovas Definitivas


PALAVRA DE CABELEIREIRO

Entre os salões de beleza, não há um consenso a respeito de qual processo é o mais indicado quando o desejo de nossa cliente é o alisamento perfeito, mas para poder escolher entre um processo ou outro, é prudente que você conheça as diferenças entre elas.

Chamamos de “Escova” todo processo de tratamento ou alisamento onde aplicamos uma modelagem da forma e dos fios com o auxílio da tal ferramenta: A escova. Assim temos as mais variadas formas de alisamentos conhecidas como, por exemplo, a escova progressiva, escova de chocolate, escova marroquina, escova definitiva, escova termoativada, escova de açúcar e todas mais que a enorme imaginação das industrias e dos cabeleireiros conceberem.

Chamamos de escovas progressivas, todos os tratamentos térmicos de alisamento onde um endurecedor de proteína seja aplicado. Você já ouviu falar a respeito do formol e do glutaraldeído. Atualmente eles ainda são utilizados, mas em concentrações muito menores e com a aprovação da ANVISA, mas outros ativos com a mesma função ou função parecida foram criados como o ácido acético e a carbocisteína.

É importante que você tenha em mente que as escovas progressivas só podem ser utilizadas com a aprovação expressa e grafada no frasco do produto por parte da ANVISA. Elas são tratamentos não-invasivos, ou seja, não penetram tão profundamente na estrutura do fio de cabelo. Como são tratamentos, elas têm um tempo de duração de até três meses, dependendo dos cuidados de manutenção dispensados ás madeixas. São eficientes quando realizados por profissionais capacitados e treinados.

Em contrapartida, as escovas definitivas como o próprio nome sugere, é um processo químico definitivo, ou seja, uma vez aplicado, o efeito permanece até que os fios sejam cortados. São processos a base de Hidróxido de amônia, guanidina ou hidróxidos de Sódio. Dependem de testes preliminares para a correta avaliação de resistência dos fios e possíveis reações alérgicas por parte da cliente. As escovas definitivas também não dispensam a manutenção com bons produtos de tratamentos.

São processos que devem ser aplicados apenas em clientes com fios de cabelos que sejam lisos na raiz e com volume no comprimento e pontas, isso vale porque um processo destes não pode e não deve ser repetido num intervalo de tempo inferior a seis meses, pois eles correm o risco de quebrarem.

Matéria publicada no Jornal de Itupeva na edição de 01 de Outubro de 2011 na seção Palavra de Cabeleireiro.


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